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Photo AlbumApr 24, '07 8:04 AM
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(Cedro da Cachoeira/MG, 12 de agosto de 1942 — Rio de Janeiro/RJ, 2 de abril de 1983)

Clara Francisca Nunes Pinheiro nasceu em Cedro da Cachoeira, MG, em 12 de agosto de 1942. Sua cidade natal, à época pertencente ao município de Paraopeba, foi emancipada com o nome de Caetanópolis.

Trabalhava numa fábrica quando participou do concurso A Voz do Ouro ABC, vencendo a etapa mineira e terceiro lugar na final, em São Paulo, 1960. A partir daí, conseguiu emprego numa rádio belo-horizontina e se apresentava em casas noturnas da cidade onde viveu até 1964, quando mudou-se para o Rio de Janeiro.

O primeiro LP, A voz adorável de Clara Nunes (1966), apresentou um repertório de conhecidos boleros e sambas-canções, mas foi um fracasso comercial. Só começou a cantar samba a partir do segundo, Você passa eu acho graça, em 1968, cuja faixa-título, de Ataulfo Alves, foi o primeiro grande sucesso radiofônico, firmando-se como cantora desse gênero anos depois.

Com o LP Alvorecer de 1974 obteve grande sucesso com a canção Conto de areia (Romildo/ Toninho). Clara ganharia uma homenagem da cantora Simone dezessete anos depois em seu disco Raios de Luz, na qual a voz de Simone se sobrepôs à de Clara. Bateu índices recordes de vendagem, chegando a 500 mil cópias - feito nunca realizado por uma mulher no Brasil - e rompendo com o tabu de que cantora não vendia discos e estimulou outras gravadoras a investir em sambistas mulheres (formou também o trio ABC do samba - Alcione, Beth Carvalho e a própria Clara). Os discos que se seguiram a transformaram na maior intérprete de samba do Brasil. O disco seguinte Claridade (1975) vendeu ainda mais do que o anterior.

Alguns anos depois, pode-se observar um maior ecletismo no repertório, que incluiu baiões, baladas e até valsinhas, confirmando a grande versatilidade de intérprete, além das canções calcadas no tema do umbanda, sua religião, e por caractertísticas dela e por suas indumentárias características: vestidos longos brancos, colares e miçangas, de origem africana. Canções que exaltam a religiosidade são: A deusa dos orixás, Guerreira, Filhos de Gandhi, e outras.

Na voz de Clara Nunes foram consagradas as seguintes interpretações: Você passa eu acho graça, Conto de areia, Canto das três raças, Ê baiana, Tristeza pé no chão, Nação, Na linha do mar, Morena de Angola, O mar serenou, Guerreira, Ilu Ayê - Terra da Vida, Coração leviano, As forças da natureza, A deusa dos orixás, Macunaíma, Alvorada, Menino Deus, Feira de Mangaio, Portela na Avenida, Serrinha,Nação, Misticismo da África ao Brasil, Lama, Sem companhia, Filhos de Gandhi, Deixa clarear, Derramando lágrimas, dentre outras.

O álbum mais vendido foi Brasil Mestiço (1980) que ultrapasssou a marca de um milhão de cópias vendidas. Clara tem em seu acervo mais de dezoito discos de ouro e é lembrada com muito carinho pelos brasileiros. Morreu na madrugada de 2 de abril de 1983 prematuramente aos 39 anos, depois de 28 dias em coma: no princípio de março, ela se internou na Clínica São Vicente, no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, onde se submeteu a uma simples operação de varizes na perna esquerda, por motivo de fortes dores que sentia ao dançar. Sofreu parada cardíaca e paralisação da atividade cerebral, por falta de oxigenação, vítima de um choque anafilático ou de um erro médico.

Seu corpo foi velado na quadra da Escola de Samba Portela - uma de suas paixões - e sepultado no Cemitério São João Batista, em meio a muita emoção dos fãs, cantores e parentes.

Alcione lhe dedicou um disco, como grandes amigas que eram, gravando músicas de seu repertório - o Claridade, de 1999.

Foi casada com o poeta e letrista Paulo César Pinheiro, de quem gravou diversas composições.

Paulo César casou-se, depois, com a cavaquinista Luciana Rabello.

Fonte: Wikipédia

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